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Sling é carregador desestruturado favorito

Dispositivo ganhou destaque nos últimos anos e é unanimidade entre mães e especialistas

O sling (palavra inglesa que significa “içar”), pano com cerca de um metro que acomoda o bebê junto ao corpo da mãe ou pai, é o carregador desestruturado mais popular. Bem difundidos na Europa, por aqui ganharam notabilidade há cerca de cinco anos. “O sling traz benefícios fisiológicos para o bebê. Ajuda nas cólicas, na diminuição do refluxo e também nas mamadas, já que ele consegue mamar dentro do carregador. O ambiente é de um conforto muito semelhante ao útero da mãe”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid.

A variedade dos modelos de slings facilita o uso e se adequa às idades e pesos dos bebês. O ring sling, ajustável e de argola, usa um ombro como apoio. O pouch sling não tem argolas e, geralmente, nem ajustes, mas é usado como o ring sling. O wrap sling consiste em quatro a seis metros de pano amarrado ao corpo de diversas maneiras, usando ombros e costas como apoio. O fast wrap é a versão resumida do wrap, usado como uma camiseta. Em geral, eles podem ser usados desde recém-nascidos até os bebês atingirem cerca de 20 kg.

Ligia De Sica, mãe de Helena, 3, e Aurora, pouco mais de um ano, não se vê sem o apoio dos slings. “Já usei uns quatro tipos diferentes e hoje sei qual se adapta melhor a cada situação. Gosto dos wraps para passeios mais longos. E uso bem o ring no dia-a-dia”, conta. “Eu consigo comer, lavar uma louça, estender uma roupa no varal com elas sempre bem pertinho de mim”, comenta.

O uso de um carregador também beneficia os pais, que podem se aproximar com mais segurança dos bebês. “Logo que o bebê nasce, é comum os pais se sentirem excluídos dessa relação. Com o sling, eles podem se sentir mais seguros para carregá-los, participando e tendo mais interação com o filho desde o primeiro momento”, afirma Silvia Mattoso Gioielle, médica pediatra e homeopata.

 

Reclinado, deitado, barriga com barriga, sentado: não existe uma posição correta para o bebê no sling. O importante é distribuir o peso dele da maneira correta. “O ideal é que as pernas fiquem semiflexionadas e para a frente, e o peso recaia sobre o bumbum. Assim a coluna fica na posição correta e o fêmur em posição adequada em relação aos ossos do quadril”, recomenda Silvia.

Não há contraindicações para o sling, desde que haja bom senso na escolha da peça e em sua utilização. “Um sling de algodão tem mais durabilidade que um de malha, que suporta até uns 10 kg, no máximo. É recomendável verificar as costuras e as argolas, no caso dos ring slings. Elas precisam ser bem soldadas e polidas e não podem ser de materiais que apodrecem, como madeira. Por último, é importante buscar orientações de uso, seja na internet, no manual, com amigas e especialistas no assunto. Essa troca é muito interessante e possibilita muitas descobertas”, diz Cristina Toledana, psicóloga e sócia da Lilih, loja virtual de slings.

 

Fonte: Portal IG delas.ig.com.br/filhos/sling-e-carregador-desestruturado-favorito/n1597394051366.html
 

 

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